Deputado Waldemar Borges critica elevação da cota de importação de álcool americano com isenção tarifária

Waldemar Borges - foto de Roberto Pereira Jr.

O deputado Waldemar Borges (PSB) criticou duramente, ontem, na Assembleia Legislativa,  a decisão do Governo Federal de aumentar em 150 milhões  de litros a quantidade de álcool etanol que poderá ser importada dos Estados Unidos com isenção da alíquota de importação de 20%.
Para o deputado, essa decisão do governo Bolsonaro desiquilibra o mercado e traz prejuízos aos produtores brasileiros, sobretudo os nordestinos, configurando-se em um ato de subserviência aos Estados Unidos, uma vez que atende a um pedido feito pelo presidente  Donald Trump para ampliar as vendas dos produtores norte-americanos, em detrimento dos produtores brasileiros, sobretudo os nordestinos.
“Anteriormente já existia autorização para que entrassem no Brasil 600 milhões de litros de  álcool americano sem pagar os 20% de impostos. Era reivindicação dos nossos produtores que essa cota fosse extinta, uma vez que os norte-americanos já são subsidiados no seu país de origem e isso terminava tirando a competitividade do produto brasileiro. Ao invés de acabar com os seiscentos milhões não tributáveis, o governo aumentou em mais 150 milhões de litros essa cota”. Para Borges essa atitude fere frontalmente os interesses nacionais.

“Agora, nos impõem essa nova medida que eleva para 150 milhões de litros a cota livre de alíquota. Essa é uma atitude altamente contraditória – mais uma – de um governo que se diz tão nacionalista, mas claramente está cuidando dos interesses dos americanos e o pior é que usa como menino de recado o filho do presidente, aquele que quer ser embaixador do Brasil nos Estados Unidos, certamente para ser subserviente aos interesses norte-americanos “, concluiu Borges.