Noite de homenagem à memória e ao legado da educadora Raquel Correia de Crasto

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Foto: Roberto Pereira Jr.

O centenário de nascimento da educadora Raquel Correia de Crasto (i.m.) foi lembrado ontem (01.10) pela Assembleia Legislativa em sessão solene que reuniu alunos, ex-alunos, professores, funcionários e amigos do Instituto Capibaribe. Um encontro que para além das memórias afetivas, foi marcado por fortes depoimentos sobre o legado deixado pela professora que dedicou sua vida ao ofício de ensinar. Há 64 anos, Raquel, ao lado de Paulo Freire e de um grupo de educadores, criou o Instituto Capibaribe, primeira escola alternativa do Recife, que inovou ao adotar uma prática educacional voltada para a formação integral do cidadão. Uma escola, como defendia Paulo Freire, capaz de ensinar os alunos a “ler o mundo” para transformá-lo. Proposta pelo deputado Waldemar Borges, a reunião solene foi presidida pela deputada Teresa Leitão.


Aluna da homenageada no Instituto de Educação de Pernambuco, Teresa Leitão destacou que Raquel Correia de Crasto foi uma mulher à frente de seu tempo, sendo as práticas pedagógicas defendidas por ela atuais e necessárias. “Dona Raquel sempre colocou o amor e o humanismo como métodos para dirigir o Capibaribe e cuidar dos alunos. Vivo a pedagogia de Paulo Freire tão bem defendida por ela no Capibaribe através dos meus netos”.


Em seu discurso, o deputado Waldemar Borges, ex-aluno do Capibaribe, lembrou que durante os 40 anos em que esteve à frente do Instituto, Dona Raquel fez da profissão um exercício de devoção ao ser humano, enfrentando em muitos momentos, em plena ditadura militar, desafios tendo como prática o respeito aos pais e alunos. “Seu espírito altruísta e seu sentimento de solidariedade ao próximo foram marcas da coerência que guardava entre o entendimento que tinha do papel da educação e o seu relacionamento pessoal com todos os que a cercavam. Em Dona Raquel, as qualidades se encaixavam no caráter daqueles que carregam, em seu DNA, traços de quem nasceu para ser protagonista das melhores causas”, frisou.


Falando em nome dos ex-alunos, o professor Agostinho Rosas lembrou que Raquel Correia de Crasto foi uma mulher de muitas expressões, todas essas entrelaçadas pela gentileza uma de suas mais significativas características. “O Capibaribe e Dona Raquel são duas almas que estão definitivamente em nossas vidas”.

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Foto: Roberto Pereira Jr.

 

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Foto: Roberto Pereira Jr.