“Menudos” deram duro nas ruas
Eles não rebolavam ao pé da letra como o grupo que fazia sucesso na época, mas trabalharam muito. A campanha de 1986 trazia à política nomes como os hoje deputados Waldemar Borges (PSB), Aluísio Lessa (PSB) e Raul Henry (PMDB), os secretários Danilo Cabral (PSB) e Sileno Guedes (PSB), e os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Marcos Loreto e João Campos, todos na faixa dos 20 anos. Eles integravam a Juventude do PMDB e ficaram conhecidos como “Menudos de Arraes”, em alusão ao quinteto liderado pelo cantor Ricky Martin. Após a vitória nas urnas, os “Menudos” na vida pública como oficiais de gabinete em diversas secretarias.
“Aquela foi exatamente a eleição que marcou a volta das pessoas que foram embora na época da ditadura. É natural que tenha se tido uma carga emocional muito forte, e com participação muito ativa da juventude. Não me lembro de outra campanha que tenha sido feita em cima da juventude, como foi aquela do ‘meu primeiro voto é de Arraes’. Nós saíamos naqueles ônibus chamados Caravanas da Esperança fazendo campanha”, lembra o presidente do TCE, Marcos Loreto.
Dentre os coordenadores dos ônibus, estava a primeira-dama de Pernambuco, Renata Campos, então namorada do hoje governador Eduardo Campos (PSB). “Eu fazia o terceiro período da faculdade e resolvi que devia viver intensamente a campanha. Foi um momento histórico importantíssimo, a gente estava devolvendo Arraes ao povo. Tranquei o semestre, trabalhei na campanha, depois voltei para a faculdade e me formei com minha turma original. Lembro que Doutor Arraes dava voz à juventude, fazia questão de vir junto, de perguntar“, destaca Renata.
A Juventude do PMDB naquela época era comandada pelo hoje deputado estadual Waldemar Borges. “Em 1986, a candidatura de Arraes surgiu com muita força, pela retomada, pelo simbolismo, pelo carisma. E em poucos momentos se viu uma juventude com tanto entusiasmo de ir às ruas, de brigar pelo voto. A Juventude teve sua vez nesses eventos, tinha um espaço muito marcante”, lembra Waldemar.
Fonte: Folha de Pernambuco

