Requerimento Nº 739/2015
Requerimento Nº 739/2015
Requeremos à Mesa, ouvido o Plenário e cumpridas às formalidades regimentais,
seja formulado Voto de Pesar pelo falecimento do historiador e folclorista
Evandro Rabello, ocorrido no dia 10 de junho de 2015, na cidade do Recife – PE.
seja formulado Voto de Pesar pelo falecimento do historiador e folclorista
Evandro Rabello, ocorrido no dia 10 de junho de 2015, na cidade do Recife – PE.
Justificativa
Pernambucano de Aliança, zona da mata do estado, Evandro Rabello nasceu em 7 de
setembro de 1935. Formado em história pela Universidade Católica de Pernambuco,
foi um grande estudioso, pesquisador e entusiasta das mais diversas
manifestações culturais.
Evandro foi boêmio ativo nas noites do Recife, chegando inclusive a ser
proprietário de uma gafieira chamada Pedra no Sapato. Funcionário do
Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA) até se aposentar, trabalhou também em
outras instituições como a Empetur e a Fundaj. Como historiador, exerceu o
ofício e publicou livros como O Mundo de Dona Finha (1969), Ciranda: dança
de roda, dança da moda (1979) e o mais recente Memórias da Folia: o carnaval
do Recife pelos olhos da Imprensa (2004).
Durante anos, Evandro frequentou os acervos da Biblioteca Pública Estadual, da
Associação Comercial e da Hemeroteca do Arquivo Público Estadual de Pernambuco
e coletou dezenas de notícias e artigos de jornal que tematizavam o carnaval
entre os séculos XIX e XX. Evandro vivia duas paixões de modo articulado: a
pesquisa documental e o carnaval.
Evandro colaborou escrevendo para a imprensa pernambucana e publicando artigos
como O Recife e o Carnaval e Vassourinhas foi compositado em 1909. Seu
artigo mais lembrado é O aparecimento da palavra frevo cuja descoberta
permitiu que a data 9 de fevereiro fosse adotada como o Dia do Frevo. A data
transformou-se em momento festivo celebrado anualmente através de eventos e
espetáculos públicos. As comemorações em torno do centenário do aparecimento da
palavra frevo culminaram na transformação da manifestação cultural em
patrimônio imaterial brasileiro e da humanidade. Se alguém descobriu o que
seria a certidão de nascimento do Frevo, este foi Evandro Rabello.
Folião e pesquisador de manifestações culturais e carnavalescas, Rabello
encontrou a mais antiga referência à palavra, o primeiro registro da palavra
frevo, no Jornal Pequeno, de 9 de fevereiro de 1907. Uma nota publicava a
lista do repertório do Clube Carnavalesco Empalhadores do Feitosa onde
aparecia uma marcha intitulada O Frevo. A descoberta foi divulgada no Diário
de Pernambuco de 11 de fevereiro de 1990. No contexto das comemorações do
centenário, em 2007, foi agraciado, de modo justo e legítimo, com a Comenda do
Frevo.
Evandro se destacava por sua prática carnavalesca; às vezes festivo, às vezes
guerreiro, sempre guiado pela emoção. Encantava-se com seu objeto de estudo e
participa dele ativamente. Homenageado por inúmeras agremiações carnavalescas e
por diversos compositores. Recebeu também títulos importantes como Memória Viva
do Recife, História Viva do Recife e a Medalha de Mérito José Mariano outorgada
pela Câmara Municipal do Recife.
Evandro Rabello faleceu na madrugada do último dia 10. Com alguns problemas de
saúde, estava há 15 dias na UTI. O sepultamento ocorreu no dia 11 de junho, no
Cemitério de Santo Amaro, em Recife.
Perdemos um amigo e um homem de rara inteligência e senso de humor. Perdemos um
pesquisador importante da cultura popular. Sorte nossa que podemos comemorar
sua longa vida, sua obra, suas histórias e o carnaval do presente que ele tanto
brincou e que ajudou a construir.
Perante o exposto, submeto este requerimento à aprovação dos nobres
parlamentares.
setembro de 1935. Formado em história pela Universidade Católica de Pernambuco,
foi um grande estudioso, pesquisador e entusiasta das mais diversas
manifestações culturais.
Evandro foi boêmio ativo nas noites do Recife, chegando inclusive a ser
proprietário de uma gafieira chamada Pedra no Sapato. Funcionário do
Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA) até se aposentar, trabalhou também em
outras instituições como a Empetur e a Fundaj. Como historiador, exerceu o
ofício e publicou livros como O Mundo de Dona Finha (1969), Ciranda: dança
de roda, dança da moda (1979) e o mais recente Memórias da Folia: o carnaval
do Recife pelos olhos da Imprensa (2004).
Durante anos, Evandro frequentou os acervos da Biblioteca Pública Estadual, da
Associação Comercial e da Hemeroteca do Arquivo Público Estadual de Pernambuco
e coletou dezenas de notícias e artigos de jornal que tematizavam o carnaval
entre os séculos XIX e XX. Evandro vivia duas paixões de modo articulado: a
pesquisa documental e o carnaval.
Evandro colaborou escrevendo para a imprensa pernambucana e publicando artigos
como O Recife e o Carnaval e Vassourinhas foi compositado em 1909. Seu
artigo mais lembrado é O aparecimento da palavra frevo cuja descoberta
permitiu que a data 9 de fevereiro fosse adotada como o Dia do Frevo. A data
transformou-se em momento festivo celebrado anualmente através de eventos e
espetáculos públicos. As comemorações em torno do centenário do aparecimento da
palavra frevo culminaram na transformação da manifestação cultural em
patrimônio imaterial brasileiro e da humanidade. Se alguém descobriu o que
seria a certidão de nascimento do Frevo, este foi Evandro Rabello.
Folião e pesquisador de manifestações culturais e carnavalescas, Rabello
encontrou a mais antiga referência à palavra, o primeiro registro da palavra
frevo, no Jornal Pequeno, de 9 de fevereiro de 1907. Uma nota publicava a
lista do repertório do Clube Carnavalesco Empalhadores do Feitosa onde
aparecia uma marcha intitulada O Frevo. A descoberta foi divulgada no Diário
de Pernambuco de 11 de fevereiro de 1990. No contexto das comemorações do
centenário, em 2007, foi agraciado, de modo justo e legítimo, com a Comenda do
Frevo.
Evandro se destacava por sua prática carnavalesca; às vezes festivo, às vezes
guerreiro, sempre guiado pela emoção. Encantava-se com seu objeto de estudo e
participa dele ativamente. Homenageado por inúmeras agremiações carnavalescas e
por diversos compositores. Recebeu também títulos importantes como Memória Viva
do Recife, História Viva do Recife e a Medalha de Mérito José Mariano outorgada
pela Câmara Municipal do Recife.
Evandro Rabello faleceu na madrugada do último dia 10. Com alguns problemas de
saúde, estava há 15 dias na UTI. O sepultamento ocorreu no dia 11 de junho, no
Cemitério de Santo Amaro, em Recife.
Perdemos um amigo e um homem de rara inteligência e senso de humor. Perdemos um
pesquisador importante da cultura popular. Sorte nossa que podemos comemorar
sua longa vida, sua obra, suas histórias e o carnaval do presente que ele tanto
brincou e que ajudou a construir.
Perante o exposto, submeto este requerimento à aprovação dos nobres
parlamentares.



