Sintepe vê estratégia do Governo para atropelar negociações com a categoria

 

blog da folha professores

Por Betânia Santana

 

Em negociação com o Governo do Estado desde fevereiro, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação entrou em nova articulação antes mesmo de finalizar a campanha salarial. Alega não ter pedido, em momento algum, urgência na apresentação de qualquer projeto. O Executivo publicou no Diário Oficial e encaminhou à Assembleia Legislativa esta semana o Projeto de Lei N° 712/2023, estabelecendo 14,93% de reajuste para os educadores ainda não contemplados com o piso da educação básica. A iniciativa deixa de fora 52.550 profissionais dos mais de 78 mil (aqui incluídos cerca de 35 mil aposentados) no Estado. Além disso, pediu urgência na proposição.

Isso só pode ser uma tentativa de atropelar as negociações, como se não bastasse apresentar um PL que divide a categoria. O que nós queremos é um aumento de 14,93% para todos. Não estamos brigando por piso. O piso é lei e tem de ser cumprido em algum momento”, argumenta a presidente do Sintepe, Ivete Caetano.

A luta agora é articular os deputados para que seja retirado o regime de urgência. Já houve encontros com o presidente da Comissão de Educação da Alepe, Waldemar Borges (PSB), e com a líder da oposição, Dani Portela (PSOL). Na quinta-feira (18/5) foi a vez de conversar com João Paulo Lima e Silva (PT) e Antônio Moraes (PP). Também estão na mobilização os deputados João Paulo Costa (PCdoB) e Romero Albuquerque (União Brasil), que apresentou requerimento pedindo a retirada do regime de urgência da proposta.

A ideia é debater a inclusão e também considerar o pagamento de salário por antiguidade e titulação dos trabalhadores. Audiência pública está marcada para as 9h da próxima segunda-feira (22) com representantes do sindicato e das Comissões de Justiça; Finanças; Administração e Educação da Alepe. Também serão convidados os secretários de Fazenda, Wilson José de Paula; e de Administração,  Ana Maraíza.

Caminho para o TCE se afunila
Mais um deputado sai da disputa à vaga deixada pela vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheira Teresa Duere. Na manhã de ontem, Kaio Maniçoba (PP) anunciou a saída do páreo e o apoio à candidatura de Joaquim Lira (PV). “Acordo é para ser cumprido”, alegou, depois que Lira recebeu sinal verde da governadora. Nos bastidores, comenta-se que Maniçoba teria mais votos que Joaquim Lira ou Débora Almeida (que pulou da nau bem antes). Comenta-se mais: qualquer candidato apresentado por Raquel Lyra sairá derrotado neste cenário.