A difícil perda de um amigo…

Waldemar2É difícil me referir à morte de Camilo. Eu, como todos os que conviveram com ele, ainda não aceito a fatalidade que o arrancou prematuramente desse nosso convívio. Talvez nunca venha a aceitar. Resta preservar na gente seu sorriso largo, sua alegria de viver, sua dedicação e seriedade no cumprimento das missões que abraçava. E, se tivermos condições, também a competência e o perfeccionismo como ele dava conta dessas missões. Perdi um amigo a quem acompanhei desde a adolescência. Perdi um parceiro que ainda terminando a faculdade foi chefiar meu gabinete, demonstrando desde então sua extraordinária vocação para exercer a liderança, o que nele acontecia de forma natural, graças ao seu espírito agregador e guerreiro. Para ele, ganhar a credibilidade, a confiança e o afeto das pessoas era só uma questão de tempo, pouco tempo. Apenas o suficiente para elas o conhecerem e perceberem que ali estava um cara diferente, solidário, talentoso, generoso e, sobretudo, bom caráter. Como pouco, pouquíssimo, foi o tempo que o tivemos aqui entre nós. Nesse caso, precisávamos de muito mais. Muito mais tempo para ele ocupar os imensos espaços que o futuro reserva aos que conseguem agregar tantos bons valores à vida, como ele fez. Obrigado, querido amigo. É lugar comum, mas nem por isso menos verdadeiro: você vai continuar vivendo em nós.