Requerimento 2283/2020
TEXTO COMPLETO
Requeremos a Mesa, ouvido o Plenário e cumpridas as formalidades regimentais, que seja formulado Voto de Pesar pelo falecimento do senhor Hélio da Mota Silveira, ocorrido em 14 de julho de 2020 na cidade do Recife.
JUSTIFICATIVA
Na madrugada do último dia 14 de julho, Hélio da Mota Silveira faleceu, aos 79 anos, no Hospital dos Servidores de Pernambuco devido a problemas de saúde que o mesmo vinha enfrentando. Hélio foi um dos importantes personagens que lutou pela emancipação política de Machados, município localizado no Agreste Setentrional, distante 105km da capital pernambucana.
Na Câmara de Vereadores da cidade, Hélio representou os machadenses por quatro mandatos, como também teve a oportunidade de presidir a Casa Flávio Pessoa Guerra. Integrou a primeira formação do poder legislativo da cidade, sendo, até então, o último representante vivo daquela legislatura.
Para contar a história deste emancipacionista, que sempre trilhou os caminhos da correção e da democracia, transcrevemos o texto publicado pelo portal Machados Museu Virtual, que conta, com muita riqueza de detalhes, a história deste protagonista machadense. Aos filhos, Luiz, Hélia, Sandro, Ângelo, Paloma e Poliana, como também aos demais familiares, enviamos nosso profundo voto de pesar.
Que as próximas gerações tenham a ampla oportunidade de conhecer a história de Hélio da Mota Silveira, e que aprendam com o legado que ele deixa a todos nós, baseado na doação à vida pública com compromisso, sensibilidade e responsabilidade.
“Hélio da Mota Silveira
(Machados Museu Virtual)
Nascido em 16/08/1941, pai de Luizinho, Hélia, Sandro, Ângelo, Paloma e Poliana.
Com seus 78 anos, acompanhou e viveu de perto todo processo pré e pós emancipatório.
Hélio é membro de uma das mais importantes e influentes família do agreste pernambucano: os “Mota Silveira”, família abastada de médicos, advogados, e principalmente políticos.
Hélio Mota é sobrinho neto do primeiro prefeito de Bom Jardim, o Dr. Justino da Mota Silveira, que iniciou seu mandato em 1893 com a independência administrativa da terra dos Pau d’Arcos.
Hélio Mota também é neto do segundo prefeito de Bom Jardim, o Major Prisciliano da Mota Silveira, que governou por duas oportunidades – 1899 a 1902, e de 1906 a 1910.
O Major Prisciliano, avô de Hélio, foi emancipacionista de Surubim e presidente do primeiro Conselho Fiscal da terra da Vaquejada, cargo equivalente a presidente da Câmara de Vereadores nos dias de hoje.
Hélio ainda é parente de outros dois ex-prefeitos de Bom Jardim, o médico Sílvio Mota e o senhor Severino Mota Silveira, todos de saudosa memória.
O fervor pelas lutas libertárias e a participação e paixão de Hélio por movimentos emancipatórios e a política pode ser compreendido ao analisar sua árvore genealógica e sua linhagem de sangue ancestral.
A primeira eleição municipal direta de Machados após sua emancipação ocorreu em 25 de Abril de 1965. Na ocasião foram eleitos o prefeito, Major José Nivaldo Ramos Andrade Lima, e os nove vereadores: Hilário de Souza Oliveira, João Ramos de Farias, José Vitorino de Andrade, Célio Guerra Álvares, Damião Francisco do Nascimento, Nelson da Silva Melo, Severino Correia Barbosa, Prisciliano da Mota Silveira (irmão de Hélio) e o próprio HÉLIO DA MOTA SILVEIRA.
Hélio Mota foi eleito o parlamentar mais jovem da história política do nosso município aos 24 anos de idade, fato inédito e recorde que detém até os dias de hoje, sendo o único vereador vivo da primeira composição e legislatura da Câmara de 1965.
Hélio Mota, ao longo de sua história política em Machados, acumulou 4 mandatos como vereador (1965, 1992, 2000 e 2008), também exerceu outros cargos públicos, como secretário municipal geral na gestão do prefeito Célio Guerra e diretor do hospital Edson Alvares.
Hélio disputa eleições ao legislativo de Machados desde 65 e aposentou-se das disputas a cargos públicos em 2012, após encerrar seu quarto mandato. Apesar de não disputar mandato, ele continua a fazer parte da política como militante.
Como vereador em 1965 e a dificuldade de informações da época, Hélio Mota atuou como correspondente de importantes jornais do estado como Jornal do Commercio e Diário de Pernambuco, contribuindo com informações para as colunas políticas e municipais da época. Hélio relatava e narrava em colunas políticas desses jornais, fatos e acontecimentos políticos do município no decorre do período pós-emancipatório como projetos de Lei aprovados, embates da Câmara entre outros.
Hélio Mota, no seu primeiro mandato como vereador em 1965, foi autor de leis que batizaram as primeiras ruas de nossa cidade, como a Manoel Pedro de Aguiar e as escolas Edson Régis e Reunidas Major João Marquês, como consta em narrativas de jornais.
Hélio Mota é a memória viva de um período importante de nossa história e guarda consigo uma riqueza imensurável de informações e acontecimento relevantes da evolução política administrativa de Machados.”

