Waldemar Borges reage ao posicionamento da Petrobras sobre mudança ao apoio cultural

Sem-Título-1Na Reunião Plenária desta terça (22), fui à Tribuna reagir à ameaça de mudança no posicionamento da Petrobras ao selecionar e financiar projetos culturais. A fala do gerente de patrocínios da Petrobras, Diego Pila, à imprensa é um indício disso, dizendo que em vez de critérios como abrangência nacional e invisibilidade para o mercado, o Programa Petrobras Cultural (PPC) deverá ser pautado pelo fortalecimento da marca e potencial de retorno de marketing, bem como privilegiar as regiões com maior visibilidade.

Isso pode levar a que a empresa pense só no retorno de mercado, e deixe de apoiar manifestações culturais populares e de raiz, que não necessariamente têm apelo de mercado, mas que muitas vezes possuem maior importância do que as espetaculosas. Lembro que a empresa é, desde os anos 2000, a maior patrocinadora da cultura brasileira, tendo distribuído R$ 2,1 bilhões entre 2001 e 2011, principalmente via Lei Rouanet. A Petrobras não é do Sul nem do Sudeste.

É uma empresa pública e tem que observar a responsabilidade que tem com um olhar inclusivo e universal em relação às manifestações culturais do País. O tema foi, inclusive, pauta de uma audiência pública realizada na Comissão de Cultura da Câmara dos deputados, que tem como presidente a deputada federal Luciana Santos. Vamos ficar atentos para que a ameaça contida nas declarações de Pila não venha a se concretizar. #apoiocultural #petrobras#nordeste #vamosficaratentos